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Somos jovens e não gostamos de ler! Será?

 

 

Dizem por aí que a literatura está sendo esquecida pelos jovens, que preferem passar seus dias surfando na web, se afogando nas profundezas do sofá em frente à televisão ou se trancafiando em seus quartos para assistirem séries, filmes e desenhos. A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada em 2016 pelo Instituto Pró-Livro, até ajuda a confirmar essa visão. Segundo o estudo, para os jovens, a leitura está em 10º lugar quando o assunto é o que se gosta de fazer no tempo livre.

 

Curiosos para saber mais sobre esse assunto, fizemos uma pesquisa entre nossos amigos, leitores e não leitores, tentando identificar quais seriam os possíveis motivos para esse desamor com os livros.

 

Muitos dos que não gostam de ler apontaram como justificativa a falta de tempo, preferem outras atividades como filmes, sentem-se cansados e são um tanto impacientes. Também disseram achar os livros cansativos e entediantes – em outras palavras, acham os livros com gosto de chuchu.

 

Mas será que é isso mesmo? Nós estamos aqui para colocar o assunto em discussão! Antes de jogar toda a culpa no jovem que não lê por ser um tremendo bicho-preguiça, vamos lembrar que vários deles NÃO foram incentivados por ninguém, nem quando crianças. Durante nossas pesquisas exploratórias, tivemos a oportunidade de ler vários especialistas, que elencaram um leque de possibilidades que afastam o jovem dos livros, como a falta de contato com a leitura dentro de casa quando crianças ou fato de serem obrigados a lerem livros difíceis na escola. Enfim, são várias alternativas que nos fazem repensar se a culpa é só dos jovens mesmo ou se existe uma quantidade enorme de situações que podem interferir neste processo.

 

Depois dessas pesquisas, pensamos em algumas perguntas e saímos em busca de amigos que disseram não gostar de ler. Incrivelmente, todos contaram que seus pais não liam e nem estimulavam os filhos a ler. Em suas casas, nenhuma alma viva lia ou comprava livros. A primeira experiência de leitura foi com a escola e, pelo que se lembravam, com livros chatos, longos e que usavam o português do tempo de Matusalém. O João Paulo, por exemplo, tem 15 anos e não gosta de ler. Achou o livro que o professor pediu, “Morte e Vida Severina”, desmotivante. Bom, se as pessoas já não têm estimulo em casa e, ao chegarem na escola, se deparam com um monte de livros que não entendem ou não fazem sentido naquele momento, como poderíamos esperar que elas se tornassem leitoras? Fora que, além dos livros pedidos na escola, há o martírio das provas, resenhas, desenhos, interpretação e isso e mais aquilo. Pelo amor de Deus, o negócio vai ficando chato mesmo!

 

São bons livros de ótimos autores, mas talvez não sejam apropriados para esta idade, que é a juvenil. Mas há exceções. Os jovens gostam de livros contando historias que tragam algo parecido com sua vida real, principalmente com personagens em sua faixa etária. Nem que seja um “Romeu & Julieta”, escrito há anos luz, mas com personagens jovens e cativantes, além de uma história bem elaborada, em que a leitura é dinâmica, gostosa e flui bem.

 

No fim das contas, nós percebemos que nessa interação existe uma problemática que vai muito além do senso comum dizendo que “o jovem de hoje não lê”. Depois de descobrir muito sobre a importância dos pais e da escola no amor pelos livros, deixamos aqui nossa dica: papais e mamães queridos deste Brasil varonil, em vez de reclamarem que seu filho fica na internet o tempo todo, incentivem-no a ler. Mas não é só mandar “vai ler um livros”, virar as costas e ir fazerem outra coisa. É preciso interação, envolvimento e construção desse amor juntos. Se for o caso, adotem uma medida mais radical, como trocar a senha do wifi ou presentear os filhos com livros no lugar de tablets e iPhones. Lembrem-se: estejam juntos e deem o exemplo!

 

E para os professores, deixamos outras dicas. Aproximem-se de seus alunos, vejam o que eles gostam de fazer e não os obriguem a ler livros que, em vez de incentivar, os desmotivam. Parem de pedir resenhas, pois eles são capazes de entender! É possível encontrar uma literatura legal, que agrade ambas as partes. Tente, pode dar certo!

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