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Resenha: Marina

17 May 2017

Indo à caça nas prateleiras das bibliotecas, encontramos livros que impressionam pela bela capa, deixam uma pulga atrás da orelha pela sinopse e fazem a gente até parar o que já estávamos lendo antes. É o caso MARINA, do espanhol Carlos Ruiz Zafón.

MARINA começa com uma história de romance adolescente um tanto clichê, embora seja escrito de uma forma que é impossível parar de ler. Os personagens principais são Marina, uma adolescente que não vai à escola, tem jeito de princesa e cultura de sobra; Óscar, um garoto trapalhão, curioso e meio triste; e German, com seus modos de cavalheiro dos tempos antigos e ar de mistério, que nos conquistam logo nas primeiras páginas.

Óscar é um garoto de 15 anos que vive em um internato de Barcelona. Em uma de suas andanças pela cidade – que mais parece Gotham City, lar do Batman – ele encontra uma casa no melhor estilo “Aqui Jaz Voldemort”. Muito clichê também é o fato de ele entrar sozinho em uma casa que dá medo até em defunto. Lá, encontra um relógio de bolso e, enquanto o admira, um ser aparece de repente. Como garoto corajoso que é, Óscar não perde tempo tentando adivinhar se a aparição é viva ou morta (ou ambos) e corre para casa mais rápido do que o Flash. Porém, quando chega ao orfanato, se dá conta de que está com o relógio na mão.

Enchendo-se de coragem, ele resolve voltar à casa para devolver o objeto e é aí que tudo começa, quando conhece Marina e German. Além de pai e filha, ambos são proprietários e moradores da casa que, afinal, não é tão abandonada assim. A amizade entre os três se desenvolve rápida e lindamente, embora Óscar perceba que German é um velhinho muito doente e prestes a morrer.

Como dois adolescentes um tanto curiosos sem muito que fazer, Óscar e Marina saem pelas ruas da cidade cinza fazendo coisas beeeeem normais, como visitar um cemitério para olhar o movimento – isso mesmo! É assim que eles vêm pela primeira vez a “Dama de Negro”, uma mulher que deixa uma rosa vermelha sobre uma lápide onde encontra-se apenas a inscrição de um símbolo estranho.

Curiosidades atiçadas, lá se vão os dois seguirem a mulher que se cobre de veludo preto até o rosto. Na falta de louça em casa para lavar, eles começaram uma investigação onde acabam se metendo em uma história com bandidos, mocinhos, heróis, romance e uma boa pitada de terror. A partir daqui, deve-se contar o mínimo possível, pois esta história é feita de surpresas praticamente a cada página. Uma dica é: quem

conhece e gosta de “Frankenstein” e “O Fantasma da Ópera” (podemos falar sobre eles no futuro) vai adorar descobrir com Marina e Óscar a história do milionário Mijail Kolvenik, do sinistro Seguei Glazunow e da bela atriz-cantora Eva Irinova.

MARINA é um livro que tem aventura, ação, terror(zinho) e, mesmo assim, consegue ser leve e bonito. É muito difícil falar da obra sem dar spoillers, o que dá para garantir é que existem pelo menos três histórias diferentes neste livro de 189 páginas.

* Temos a história do Óscar, um garoto solitário que encontra dois novos e muito interessantes amigos. Essa é a parte romance.

* Temos a história do passado de German, que foi um vida loka de primeira. Essa é a parte aventura.

* E temos ainda uma surpreendente história à parte, em que Marina e Óscar vão investigando, descobrindo e se envolvendo, enquanto nós nos apaixonamos por eles.

E, para completar, um final surpreendente, que me faz parar e dizer: “AHHHHHHHH ESSA NÃO, ESSA NÃO, ESSA NÃO... COMO-FOI-QUE-NÃO-PENSEI-NISSO?”. Sem mais delongas, recomendo super esta obra de Carlos Ruiz Zafón, que também é autor de outros livros para lá de geniais.

 

 

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