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Lauren & May: conectados pela dor

 

A história é narrada por Laurel, estudante do 1º ano do Ensino Médio. Após mudar de colégio e ter que se adaptar ao novo clima escolar, sua professora de inglês, pede à classe a seguinte tarefa: dedicar uma carta a uma pessoa que já morreu. Apesar de iniciá-la, Laurel nunca entregou suas cartas. Os destinatários eram famosos, como cantores, escritores e atores (Kurt Cobain, Judy Garland, Amy Winehouse, Allan “Rocky” Lane e E. E. Cummings). As cartas, sem que ela perceba, acabam servindo como uma espécie de reorganização da sua mente. Tal que, seria enorme. Obviamente o maior problema, até então, era o grande luto após uma tragédia que aconteceu na sua família, a perda da sua irmã mais velha, May. Ocorrido que entra em junção com os desentendimentos com seu namorado (Sky), as novas responsabilidades e as divergências com tudo ao seu redor, e que transforma a vida de Laurel em um completo caos psicológico e mental, nos quais ela conta ao comparar com as vidas das pessoas que já morreram em suas cartas e enquanto tenta resolvê-los.

 

Eu, particularmente, amei esse livro, do começo ao fim. Ele se tornou meu livro preferido, tanto a história como os aspectos que o compõem são simplesmente incríveis. Cada página é composta por informações e descrições que fazem o enredo grandioso. Além da narrativa em si ser linda e as personagens serem bem vinculados com a história. Outro elemento que destaque minha paixão pelo o livro é minha ligação pessoal com a personagem principal, Laurel e sua irmã, May.

 

Laurel apresenta características bem opostas a sua irmã. Entretanto, por coincidência, sua trajetória pelo ensino médio se assemelha muito a de May. Laurel sempre via sua irmã perfeita, sorridente, sociável e que conseguia superar qualquer obstáculo. Por ser muito nova para entender, ela não compreendia que a primogênita da família passava por grandes problemas. May se destacava na escola e por onde passava. Mas, depois da separação de seus pais, ficou cada vez mais difícil manter a pose de menina perfeita a todos. O álcool já era presente em sua vida há uns anos e, isso foi se agravando junto a todos os obstáculos que os jovens encontram na transição de criança a adulto.

 

Hoje em dia, seguimos regras e normas cultas, o que é muito comum. Impossível é acreditar que todos são iguais. Ao ver May, vejo meu reflexo no espelho. Não que os problemas sejam necessariamente os mesmos, porém que se assemelha com a confusão interna, um problema psicológico muito comum nos dias de hoje, em destaque, aos jovens. E ao olhar Laurel, enxergo cacos que restaram de um olhar mágico infantil sobre tudo, que não é mais o mesmo. A história de Laurel, se distorce cada vez mais e a leva a uma trajetória parecida com a de May: a menininha que acreditava que a irmã possuía asas e que voava durante a noite, quebra a cara com seu primeiro namorado, tem um mal entendido com suas novas amigas e se distancia de sua mãe. Problemas e acontecimentos normais, mas que podem virar uma bola de neve na vida de um adolescente. Não bastando isso, o cotidiano da jovem é a base de incertezas e inseguranças. Fato que a delimita de agir frente à situações decisivas. Laurel enfrenta uma enorme batalha, de conflitos internos e externos, para, enfim, realmente compreender o passado que envolve sua irmã, assunto que até mesmo ela oprime dentro de si.

 

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