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Você já leu Stephen King, palhaço?

 

 

 

Logo de cara, a primeira coisa que vemos, é o tamanho do livro e a cara de um palhaço, que apesar da grande fama nos circos por serem engraçados e trapalhões, não é nada receptiva, mas não se assuste com o número de páginas e sim com a entidade bizarra! Um dos pontos principais do livro é justamente a aparência grotesca do Pennywise, que não precisa ser necessariamente um palhaço, ele funciona mais ou menos como o bicho papão do Harry Potter, e se transforma em uma coisa que assusta cada um particularmente. E a forma dele muda com cada um dos nossos personagens, podendo ser um lobisomem, uma múmia, a pintura de um quadro e até mesmo o pai de algum deles.

 

 

A Coisa fica à espreita das crianças da cidadezinha de Derry dentro da rede enorme de esgoto, onde, acredite, você não gostaria de se perder. E é daí que o palhaço mata Georgie, o irmão de nosso protagonista, Bill que é o líder do Grupo dos Otarios, e é isso que inicia toda a trama de descobrir o que é a Coisa, onde ela está e o porquê assassina criancinhas. O King é sempre bastante descritivo e mostra a cidade, as histórias do local, a química dos personagens e até mesmo os demônios de cada um dos protagonistas de forma completa, onde você acaba se apegando a cada um deles. O Grupo deles é formado por sete pessoas:  Bill, Ben, Beverly, Eddie, Mike, Stan e Richie.

 

A história é contada em duas épocas diferentes: uma parte é contada quando eles já são adultos, casados e de vidas formadas, onde as responsabilidades e os pesos da vida adulta se misturam influenciando seus medos, e a outra parte é mostrada quando eles ainda são crianças e estão enfrentando o primeiro contato com o terror e o sobrenatural, que especialmente é a minha parte favorita. O fato de serem sete crianças com vidas totalmente diferentes e com criações distintas, só realça mais como cada um se comporta diferente com o medo e os desafios que tem que passar durante o enredo, eles possuem uma conexão quase mágica e são ligados por todo esse drama. Quando adultos eles simplesmente se esquecem de tudo que aconteceu com eles durante a infância, perdendo esse elo que os fizeram pensar que tinham acabado com o monstro que tanto os assustava, mas eles tem que se reencontrar e voltar a sua antiga cidade e a sua essência infantil, depois de 27 anos pois as mortes de crianças inocentes ainda não acabaram.

 

Cada um deles tem que enfrentar seu medo de uma maneira distinta, como a gagueira de Bill, a asma de Ed e as imitações de Rich. Suas histórias são contadas em momentos diferentes, e eles se tornam amigos aos poucos, fechando esse ciclo que parece ter o poder de destruir A Coisa.  

 

As duas histórias que mais me cativaram foram as de Mike, o único menino negro entre eles, e Beverly a única garota. O primeiro mostra a história do intenso racismo na época, onde é contada a história do pai do menino, onde vários de seus amigos são vítimas de um crime em um bar, dá pra sacar a intensa vibe do preconceito racial que pesa muito, ainda nos dias de hoje. Da segunda, o caso de abuso infantil por parte do pai, que é físico, mas principalmente psicológico, onde ele abala totalmente a figura paterna para a garota. Tem algumas coisas pesadas, onde você realmente sente medo junto com a Bev.

 

Sem contar que além de um perseguidor sobrenatural, eles ainda possuem um perseguidor humano, Henry Bowers é: criado por um pai louco e alcoólatra, o garoto desconta tudo isso nas crianças, batendo nelas, praticando bullying e até matando o cachorro de uma das personagens. Ele ouve vozes vindas da lua, que na verdade é a própria Coisa falando com ele.

 

O final do combate é feito por um antigo ritual, mas a batalha entre Bill e A Coisa é feita mentalmente, onde eles se conectam e Bill tem que enfrentar todo seu medo, a perda do irmãozinho e tudo que o abalou durante o verão. Eu não vou contar o que acontece, nem a polêmica que envolve o final, pois aqui não terão spoilers, mas eu iria preferir que o mistério tivesse continuado um mistério. Então se a história de King te cativou, sugiro que se prepare e comece a leitura extensa, mas que vale muito a pena!


 

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