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Elas na Literatura: Malala

 

 

Malala Yousafzai atualmente é uma militante pelos direitos das crianças. A jovem de origem paquistanesa ficou conhecida por sofrer um atentado ao defender o direito das meninas irem à escola – o que antes era totalmente proibido em seu país.

 

Ela nasceu no Vale do Swat (norte do Paquistão) em 12 de junho de 1997. Naquela região apenas o nascimento de meninos são comemorados. As meninas, por outro lado, são obrigadas a casarem muito jovens. Entretanto Malala sempre foi apoiada por sua família em seguir seus sonhos e estudar. Seu pai, além de professor, era dono de uma escola local e viu nela uma aluna exemplar. Mesmo indo contra aos costumes locais estimulava a filha a gostar de literatura, física, política e história, e principalmente, a se indignar com as injustiças do mundo.

 

Em 2007, quando Malala tinha apenas 10 anos, o Talibã ocupou o território do Vale do Swat e por ter um governo autoritário, obrigaram todas as escolas serem fechadas – as que desobedeceram foram totalmente destruídas. Neste período ela estudava na escola de seu pai, a qual também teve que ser fechada. No ano seguinte, Malala criou um blog e nele falava sobre o direito das meninas a frequentar a escola. Em 2009, para continuar indo na escola, ela escondia seu uniforme dentro da mochila, pois assim não iria correr risco de ser espancada pelo exército do Talibã no caminho. Porém, cada vez mais Malala ficou conhecida por defender o direito das meninas na educação através de entrevistas e palestras e começou a receber ameaças de morte. No dia 9 de outubro de 2012, com 15 anos, no caminho da escola para casa, o ônibus em que a menina estava foi parado por membros do Talibã que adentraram o veículo e perguntaram: “Quem é Malala?”, ninguém respondeu, mas um dos integrantes do grupo Talibã a reconheceu e disparou três tiros em sua cabeça.

 

Malala foi socorrida e levada ao hospital, em estado grave. Quando melhorou foi levada para Birmigham, na Inglaterra, e lá teve exílio, além de ter sido tratada em um hospital especializado em atendimento aos feridos da guerra. Ela sobreviveu ao atentado, se recuperou e nunca deixou de lado suas convicções. Atualmente ela é a porta voz do direito à educação. Em uma Assembleia de Jovens da Organização das Nações Unidas (ONU) ela discursou para representantes de mais de 100 países e ao fim do seu discurso deixou claro que a motivação pela causa que ela defende, qual chegou perto de morrer, permanece a mesma: “Nossos livros e canetas são as armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a única solução”.  

 

Em outubro de 2013 a história de Malala foi publicada em uma autobiografia “Eu Sou Malala”, que foi escrita por Christina Lamb. Malala criou um fundo que leva seu nome para promover a educação e a leitura para meninas no Paquistão. Com apenas 17 anos, foi a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. O impacto que a jovem teve na vida de meninas no seu país e ao redor do mundo foi muito além de apoio e investimento financeiro, ela foi e ainda é fonte de inspiração, força e luta por um mundo mais justo e igualitário.

 

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