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Tivemos a imensa presença do filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário Mário Sérgio Cortella no evento cultural Flipoços.  Um dos grandes pensadores da contemporaneidade, Cortella palestrou sobre seu mais novo livro lançado “Nem anjos nem demônios: a humana escolha entre Virtudes e Vícios”, difundindo dele diversas ideias e questionamentos, desde nossas origens até a razão e conclusão sobre nossas vidas.

 

O professor iniciou sua palestra com algumas perguntas: “Como viveu?”  “Quais minhas escolhas?”. São reflexões fundamentadas na filosofia ocidental greco-romana, sua especialidade, o que leva a pauta levantada por ele sobre “Tragédia e Drama”. Segundo a filosofia que segue, tragédia significa “aquilo que nós humanos não temos o que fazer, isto é, tudo aquilo que os deuses, no meio grego, desejam”. Já o drama é tudo aquilo que nós humanos podemos interferir. Num contexto atual, o evento que aconteceu com a barragem em Brumadinho não foi uma tragédia, e sim um drama. O massacre em Suzano não foi uma tragédia, foi outro drama. Já o terremoto no Chile em 1960 e o tsunami na Indonésia no passado são ambos tragédias, pois humanos não puderam controlar ou decidir.

 

“Por que fez?” Cortella perguntava. “Porque quis!”, ele respondia. Nesta declaração, percebemos claramente que a vida é escolha. Escolhas entre Virtudes e Vícios, considerados éticos por ele. O cenário político que o país se encontra, por exemplo, obviamente é um drama. “Mas eu não sabia o que estava fazendo”, este argumento é difícil ser aceito! Quando nós encontramos em frente a um assunto que determina ações e decisões do nosso país, deve-se ser cauteloso, ou ao menos sensato para que você mesmo não se sinta um tolo por meio das suas próprias atitudes. O senso comum entrega tal responsabilidade ao próximo: “alguém tem que fazer alguma coisa”. O difícil na verdade não é o ‘alguma coisa’ que clamam, e sim o NÃO ao declínio do conforto. O engraçado é ver pessoas que, além do desastre político do país, desigualdade social, racismo e homofobia  (CRIMES!) são as mesmas que se confortam ao dizer: “Mas o Brasil não tem terremoto fortes, não tem tsunami, não tem ciclone imensos...”. Cortella completou: “Não tem escolas, não têm hospitais, não tem segurança”.

 

Independente da posição política ou meio que apoia, você mesmo deve fazer a mudança! Se der certo, ótimo. Se der errado ou piorar a situação, não busque um culpado, foi você mesmo que fez, e fez porque que quis! O melhor seria então ir e achar outra alternativa. O mundo te permite errar, mas ele não obriga.

 

O mestre fecha a palestra com sua conclusão pessoal “ a única coisa que levamos da vida é a vida que vivemos”, frase ícone na filosofia. Deixo aberta a reflexão: Como você vive? Quais suas escolhas? Seja honesto consigo mesmo, repense seu modo de vida.

 

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