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Elas na literatura: Cecília Meireles

 

 

 

Cecília foi jornalista, escritora, professora e pintora. Além disso, até hoje ela é considerada uma das poetisas mais importantes do Brasil. Ela nasceu no Rio de Janeiro, no ano de 1901. Foi criada pela sua avó, pois seus pais morreram quando ela ainda ela muito nova e sua educação teve forte influência religiosa. Foi assim que Cecília começou a desenvolver interesse pela literatura, começando a escrever suas primeiras poesias com apenas 9 anos. Suas obras têm uma perspectiva social e possui certa influência da psicanálise.

 

A autora tornou-se professora e dedicou-se ainda mais à escrita. Em 1919, com apenas 18 anos, ela publicou a sua primeira obra: “Espectros”. Seu profissionalismo e interesse pela educação foi além das escolas, e em 1931 Cecília Meireles trabalhou como jornalista no “Diário de Notícias”, escrevendo sobre os problemas presentes na educação. Na segunda fase do modernismo no Brasil Cecília obteve grande destaque, ela estava incluída no grupo de poetas que consolidaram a poesia durante a década de 30. A autora realizou inúmeras palestras e conferências sobre educação, literatura brasileira, folclore e teoria literária em diversos países do mundo. Suas obras foram traduzidas em muitas línguas e isso a tornou mundialmente reconhecida, além de ser uma das autoras mais importante do Brasil.

 

Coincidentemente um de seus poemas mais famosos é também um dos meus poemas favoritos. Ele marcou de forma bastante intensa a minha vida e até hoje é meu mantra, me fazendo sempre recordar que tudo é passageiro.

 

Motivo

 

     Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

 Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.

 

Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.

 

Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

- não sei, não sei. Não sei se ficou

ou se passo.

 

Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

- mais nada.

 

Este poema nos faz refletir sobre as fases mutáveis que vivemos. É impressionante, mas quando olhamos para trás percebemos que jamais poderíamos imaginar o que estaria por vir. Há um ano atrás, por exemplo, as coisas eram tão diferentes! Isso pode ser assustador, mas ao mesmo tempo reconfortante. Imagine só, viver algo que o seu coração nunca antes sentiu ou a sua mente sonhou.

 

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