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Arte, Voz e Representatividade

 

 

 

VOZ AOS MOVIMENTOS DE DESEJO: HISTÓRIAS DA ARTE DA LITERATURA FEMINISTA, DA LESBIANDADE, PASSADO E FUTURO AFETIVO. Quando vi esse título estampado no livreto da Flipoços já fiquei muito interessada em participar, já que é um assunto de tremenda importância atualmente: dar voz aos movimentos de desejo da mulher! Chegando no teatro, me deparei com uma dúzia de pessoas mais ou menos, o que me chateou um pouco por ser um assunto tão importante. Mas mesmo assim foi incrível! Um bate papo ótimo.

 

Estavam na mesa Flávia Belmont (estudante de políticas internacionais a partir da ótica do desejo), Nélida Capela (que atua com a gestão de comunicação com pesquisas para organização de acervos coletivos de comunidades), Cristina Judar ( escritora de quadrinhos, contos e romances, trabalha com a visibilidade de escritora lésbica e trans), Bia Salomão (trabalha com a mistura de filosofia e arte e é produtora de eventos), Maiara Líbano (produtora executiva de conteúdo) com mediadora.

 

Após breve apresentação, Maiara indaga as convidadas em como elas aplicam o que fazem a partir da ótica do desejo, Flávia comenta que a política e a arte estão sempre juntas, uma vez que é inseparável a relação entre elas baseada no comportamento. Comenta também o quanto foi difícil e complicado graduar em um meio machista onde muitas vezes não tinha nem material teórico nesta área para estudo. Na mesma lógica da heteronormatividade, trouxeram uma interessante discussão a respeito da rotulação de minorias pelo opressor, e como esse movimento está sendo revertido com nomenclaturas como cis em oposição ao trans, criadas, agora, pelo oprimido.

 

Levantou-se também uma discussão sobre nomenclaturas e rótulos usados quando Cristina falou sobre a problemática de ser rotulada como apenas uma escritora lésbica, sendo que ela é muito mais que isso, é uma escritora contemporânea! Como argumento, ela fala da dança: “não existe ballet lgbt, é apenas ballet, não existe arte plástica lgbt, é apenas arte plástica”. Então, não faz sentido taxar a literatura em uma literatura lgbt. Sobre isso, Nélida também comenta que na livraria que trabalha, muitas pessoas pedem e se sentem mais à vontade se fossem separados os livros com a temática LGBT, havendo uma prateleira exclusiva para livros assim, porém traz a problemática da exclusão, onde uma pessoa que está descobrindo sua orientação sexual irá ficar acanhada em ir para esse lugar “exclusivo” ou então, ficará até mais fácil para os preconceituosos se afastarem ainda mais.

 

Finalizaram com uma hipótese futura, de como será a discussão do tema na literatura daqui 20 anos, Nélida é otimista, espera um futuro com mais discussões sobre o tema pois viu um salto grande em 4 anos. Cristina vê como desafiante, pois acredita que a comunicação de pessoas criadas no extremismo irá aumentar o abismo que já existe na comunicação. Bia diz que há um suposto pessimismo, que apesar das taxas de feminicídio terem aumentado, isto é um forte indício da força do movimento feminista, pois o opressor não quer perder seu poder, uma vez que agora as mulheres não se calam.

 

Basta! Mulheres não tem que ficar caladas, não tem que ser fofa ou meiga diante tudo que escuta e sofre! Queremos equidade, e por isso o “tal do” feminismo é tão importante.   

 

A cada 12 segundos uma mulher é violentada no Brasil… até quando vamos viver em um país assim, em que não podemos andar na rua sem medo? E como disse a ativista Malala Yousafzai: “Nós todos não podemos ser bem sucedidos quando metade de nós é retida.”.

 

Precisamos ter sororidade e consciência!

Mulher, liberte-se de tudo que cala sua voz!

 

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