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Meus monstrinhos: Orgulho

 

 

     Se chamava orgulho...

 

   Quando o conheci... ele veio de forma leve e sutil, se aproximando de canto, sussurrando palavras que pareciam confortáveis e acolhedoras. Estava ali comigo nos momentos difíceis e sempre procurava entender meu lado quando alguém me magoava. Dizia-me que estava certa e tudo mais que eu queria ouvir. Percebi, aos poucos, que ele estava crescendo e se tornando pesado, cada vez mais suas mensagens acolhedoras tornavam-se gritos estonteantes que vinham em baques simultâneos. O problema era que eu concordava com cada grito!

   

     Certa vez disseram que deveria deixar-lo livre, mas eu não podia, não conseguia e não queria… Esse meu monstrinho me fazia acreditar que dependia dele para ser a pessoa certa, e estar certa era tudo o que importava. Mas se eu o deixasse livre? Meu maior medo seria depois que ele fosse embora, pois eu não teria mais nada para me apoiar. Para mim perdoar significava perder meu orgulho, e perder meu orgulho significava inflar o ego de quem mais me magoou, engolir e dar razão a uma pessoa que me feriu profundamente, esquecendo assim tudo o que ela já me fizera um dia.

   

    Certo dia, disse a mim mesma que deveria deixá-lo livre, não queria, mas precisava. Ele fazia meu coração pesar e mesmo que me mantivesse segura, acabava por afastar todos de mim… Só que neste dia eu entendi que não dependia desse monstro para nada, porque, afinal, o problema não era fingir que estava tudo bem, me magoar e depois partir, muito menos era sobre esquecer a dor. Mandar ele embora era, na realidade, admitir a mim mesma que estou ferida, que ainda dói e que mereço tempo para sentir todas as emoções futuras. Foi quando conheci de verdade o perdão...

 

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