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Papo Literário: Versão Desconforto

 

Pode parecer história de ficção, mas a biblioteca da Escola Padrão do Parque das Nações, zona sul de Poços de Caldas, interior de Minas Gerais, ficou repleta de alunos interessados em discutir as obras de Mia Couto, Michel Ciment e Stephen King. Parece, mas não é! Acontece que no final de agosto a Revista Página 9 ¾ realizou ali a sua 2° edição do Papo Literário. E o mais bacana: os “especialistas” em literatura responsáveis por conduzir esse papo fomos nós, que escrevemos as resenhas sobre estes autores.

 

Foi uma experiência menos formal, diferente das salas de aula, todo mundo teve uma voz, uma nova visão sobre os livros e, acima de tudo, a galera foi estimulada a falar mais sobre a literatura. A nossa ideia foi criar laços ainda mais fortes e duradouros entre os jovens e a leitura, tornando-a menos fria, chata e monótona. Yasmin, aluna do colégio, comentou: “Achei interessante porque o modo como eles pensam sobre um livro não é o mesmo da gente. Pudemos expor o que achamos das histórias, além de entender outras opiniões. E quando fazemos isso com o professor fica um pouco menos estimulante, pois, geralmente ele só dá espaço para uma interpretação que já existe“.

 

Por essa razão que a temática do Bate Papo foi justamente o desconforto. Debatemos sobre o impacto que as palavras podem nos causar e sobre a maneira como os autores utilizam esse recurso para ir além da ficção. As histórias em questão, por meio do entretenimento, expõem diversos problemas da sociedade atual, não entregam, no entanto, uma solução aparente, afinal este é o papel do leitor.

 

Na história de Stephen King (It), a verdadeira vilã não é a entidade maligna em forma de palhaço, mas sim os racistas, homofóbicos e machistas que são facilmente manipulados por ela. Em Mia Couto, além da narrativa dos ataques de leões em Moçambique (Confissão da Leoa), também nos mostra uma sociedade extremamente patriarcal e os horrores que as mulheres ainda passam. Por último, Michel Ciment, ele estudou o artista Stanley Kubrick em seu livro homônimo, dissecando este diretor de filmes reflexivos e polêmicos, já que seus longas apresentam os limites perigosos da maldade humana. 

 

Enquanto nós falávamos sobre as resenhas, os alunos do colégio participaram de diversas formas, desde comentários super bacanas, até murmúrios de choque com o desconforto dessas histórias. Tivemos até mesmo uma breve apresentação de poemas, lembrando que no espaço fora realizado a Batalha de Poetas do Slam

 

 

 

Após o Bate Papo, foi hora do BookGame, um jogo de tabuleiro criado pela Revista. Para vencer tem acertar perguntas sobre a Cultura Pop, avançando assim nas casas. O ganhador recebeu uma pilha de livros como mais um incentivo à leitura.  

 

Por fim, o evento alcançou seu objetivo ao revelar as diferentes facetas da “arte da palavra”, afinal, foi elaborado por jovens, para jovens. O terceiro e quarto Papo Literários vão rolar ainda neste ano, no dias 18 de setembro, na escola João Eugênio, e dia 09 de outubro, na Escola Estadual Tamm Bias, cuja linguagem estará mais desenvolvida, assim como as diferentes maneiras de instigar e divertir os espectadores. Finalizo aqui com um comentário de Isa, aluna da Escola Padrão, sobre o encontro: “Eu já tinha ouvido falar sobre os autores, mas nunca me interessei por livros em geral. Depois que escutei os redatores falando no encontro, resolvi procurar pelas obras e ler mais e mais”.

 

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