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Orgulho e Preconceito Latinos

 

 

Os povos da América Latina, herdeira linguística e cultural do grande Império Romano, respiram a arte literária, visual, musical e plástica, são verdadeiros contadores de histórias. As produções são fruto de um processo de luta, de conflito e de conquista. Podemos considerar a arte como o documento histórico mais verdadeiro, tendo em vista que não é possível falsificar os sentimentos de uma obra autêntica. Se quiser conhecer a verdadeira face do povo Latino, basta consumir sua cultura. 

 

O Brasil, uma “ilha” de língua portuguesa cercada pelo “mar” da língua espanhola, reconhece o poder da arte latina ao mesmo tempo que o renega. Esse foi o tema do bate papo entre a poetisa Hilvânia de Carvalho e o artista plástico Samora Délcio, como parte da programação do Flipoços 2019.

 

A apresentação foi introduzida com um breve resumo da arte brasileira, do Quinhentismo ao Modernismo. Nossa produção é tão vasta e tão rica quanto os demais países latinos, dentre as semelhanças é possível notar os temas católicos, o tropicalismo indígena, as críticas sociais e a temática histórica. 

 

Hilvânia de Carvalho, autora de “É Menina!”, ressaltou o eurocentrismo como um dos culpados do preconceito para com a arte latina, “somos vistos como seres exóticos, inferiores”. Ela admite que é muito difícil criar uma obra desvinculada do estrangeiro, algo “descolonizado” e que a melhor solução é a Antropofagia Cultural.

 

“O Brasil não se considera latino americano”, afirmou a autora, o obstáculo da língua espanhola torna-se um agravante na questão. Concluiu dizendo que “O Brasil vive nessa situação esquizofrênica, entre o adorar e o ignorar a própria arte”. 

 

O artista Samora Délcio narrou sua trajetória de persistência na busca pelo reconhecimento de seu trabalho. Sua história foi finalizada com a frase: “Todo artista tem um sonho e as pessoas precisam apenas valorizá-lo”, Samora caiu em lágrimas e arrancou as palmas do público. 

 

O artista é formado na Escola Belas Artes e passou o restante do bate papo trabalhando em seu quadro em frente à plateia. A forma como brinca com as cores na tentativa de preencher cada espaço branco da tela é impressionante. 

 

A palestra terminou com inúmeras recomendações de outros artistas e escritores latinos. Ressaltando também o poder da arte no meio crítico e comunicativo. Portanto, se quisermos valorizar e nos aproximar de nossos vizinhos latinos, devemos ter orgulho de nossa origem, de nossa jornada e da cultura disponível em nosso continente. 



 

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