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Pré Leitura: As Meninas

 

 

Peguei o livro na sexta-feira, hoje é segunda e eu estou na página 26. Há algum tempo atrás, quando eu tinha uns treze anos já estaria lá pelas 195 num total de 299, mas eu só ficava em casa lendo e, não me leve a mal, eu gostava disso. Porém, agora falta pouco menos de um mês para eu ter 18 e fui dar role com os meus amigos no fim de semana. É meio difícil ficar em casa lendo quando meus amigos estão saindo e quero aproveitar o máximo com eles. Mas eu estava entrando na Biblioteca Centenário (como quase todos os dias) e vi um livro que me chamou atenção em cima da mesa da frente, mesa esta organizada por algum leitor assíduo, não me lembro quem. 

 

Uma capa listrada em rosa, roxo, laranja e bege com flores coloridas. As Meninas, de Lygia Fagundes Telles. Pensei duas vezes e virei o livro, lendo uma sinopse que me surpreendeu primeiramente por ser em São Paulo, no auge da ditadura militar e essas tais meninas morarem em um pensionato de freiras progressistas. Segundo, na diferença do enredo da vida de cada uma dessas três jovens universitárias e como vão ser afetadas pelas questões sociais, morais e políticas nesse período de 1973. Elas aparentam ser muito diferentes uma das outras, sendo Lorena descendente de bandeirantes, sensível, artística e envolvida em um romance com um homem casado, mas virgem. Lia que pensa em como tirar o namorado da prisão enquanto milita no combate à ditadura, e a bela Ana Clara, personagem que se divide entre uma ascensão pelo noivo burguês e o paraíso artificial das drogas com seu amante traficante. 

 

É um dos livros da autora mais aclamados, tanto pelo público, quanto pela crítica, e promete trazer na pele todas as conturbadas vivências destas três meninas durante o autoritarismo milico.

Enfim, tudo isso me chamou atenção, vou continuar a lê-lo mesmo que não tão rápido como a Júlia de treze anos, mas com o mesmo sentimento de que livros ainda me cativam e ler é zika demais.